sábado, 2 de fevereiro de 2013

HESITANTES...


Imagem Google - Autoria desconhecida

Hoje é meu aniversário e tenho pensado muito sobre este assunto: a hesitação. 

É interessante como hesitamos no decorrer da vida: hesitamos em decidir o que seremos quando crescermos. Hesitamos (quando crescidos) em escolhermos esta ou aquela pessoa para namorar. Quando escolhemos, hesitamos em conceder um amor desmedido ou "medido" até a certeza da reciprocidade. 

Com o passar do tempo, se a reciprocidade não é adequada, hesitamos em encerrar  ciclos para iniciar um novo.   

No caso da reciprocidade ser adequada, hesitamos em tornar o relacionamento mais sólido e estreito. 

Se optamos por encerrar ciclos, hesitamos "no onde, no como e em qual" justificativa usar. Quando optamos pela segunda alternativa, hesitamos no "se e quando" deixaremos os descendentes povoarem o nosso mundinho...

Toda essa hesitação leva ao sentimento de rejeição ou enfado por parte daqueles que compartilham conosco tais momentos "hesitantemente" constantes...  

Levando-se em conta que nos arvoramos de portadores do poder decisório, ACREDITO que  a dúvida e a hesitação nos levam a um "lugar comum": “sempre haverá motivo para o arrependimento e a culpa.”

Só existe uma situação em que não hesitaremos,  até porque quando ela chega não pergunta nossa opinião. Sabe qual é esta situação? A MORTE, que nos envolverá (um dia) com seus braços gélidos e decididos,  não nos deixando sequer antever, argumentar ou pestanejar...

Quiçá, sorrirá fagueira, nos conduzindo para nossa morada eterna, independente de nossa decisão ou consentimento...


Um  forte abraço e bom final de semana!





terça-feira, 15 de janeiro de 2013

SUBLIME AMOR



Contemplar os olhos amados, nos admirando atentamente, causa comoção e sensações inebriantes. 

Reconhecer que o sentimento compartilhado, com o passar do tempo, só cresce e jamais decresce, contrariando todas as previsões,  não tem preço !!!

Crises, questionamentos, dúvidas, que abalariam qualquer relacionamento,  ao invés de enfraquecer só fortalecem a união... 

A cada desavença, o desejo é de aproximar-se mais e mais, a fim de trazer aquela alma tão querida para o regaço  acolhedor de quem só lhe deseja o bem.

O amor é assim, regado a altos e baixos, repleto de cumplicidade e admiração... é um bem querer, que faz sorrir pela simples troca de olhares, pelo leve roçar de lábios,  pelo aspirar do hálito (ao trocarem juras apaixonadas),  pelo calor das “palavras ao pé do ouvido”, pelo encontro das mãos,  que se buscam quando o desamparo se achega.

(Imagem do Google - Autoria desconhecida)


Como bem disse o Padre Fábio de Melo: "O dia que você quiser que o outro seja perfeito, você já esqueceu todas as regras do amor... Porque o amor nasce das imperfeições."

O amor é simples e complexo,  grande e pequeno, completo e incompleto; buscando o seu  complemento.

O amor é perfeito e encontra nas imperfeições razões para fazer-se mais forte a cada dia ...


domingo, 13 de janeiro de 2013

FELICIDADE: MEIO OU FIM?


(Imagem do Google - Autoria desconhecida)


Ao buscar a felicidade em um "final auspicioso", cometemos  o erro crasso de considerá-la um evento, tal como um solstício de verão ou de inverno,  um aniversário ou uma festividade específica.

Esquecemos de “usufruir a beleza do caminho”, as oportunidades de sermos gratos pelo que nos é concedido, independente do anelo mais complexo residente no coração.

Falhamos, imaginando que a felicidade está nisto ou naquilo (que em breve chegará), naquela decisão a ser tomada, naquele carro desejado, naquela formatura, naquele casamento, naquele divórcio, naquele filme, naquela festa, naquela pessoa, naquele lugar...

A felicidade não está em nada tangível ou distante de nós mesmos... 

A felicidade está em cada momento, no qual aceitamos, compassivamente, a dádiva de estar vivo, de ter uma família, de ter saúde, de ter o que comer, de ter o que vestir, de ter algo para compartilhar com alguém. 

Mesmo que sejam  compartilhados (apenas) "sorrisos amarelos", palavras de incentivo ou até mesmo lágrimas emocionadas, de dor ou de desengano.

Se nenhum sonho se realizar, o simples o fato ter sonhando já é uma dádiva que poucos têm tempo ou paciência para fazê-lo, muito menos coragem para compartilhar...

Muitas vezes é melhor ser considerada uma pessoa tola, por seguir sonhando, planejando, esperando e vivendo feliz a vida que lhe foi concedida (exatamente da forma como é): com percalços, alegrias e algumas tristezas, mas encarando tudo com um olhar quase pueril e crédulo de que a felicidade não é "um fim" e sim "o meio" e o "modo" de cruzar caminhos sinuosos e pedregosos com um sorriso nos lábios e muita esperança no coração.

Um beijo (que sua semana seja repleta de momentos felizes).




sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

PERCEPÇÕES



(Imagem do Google - Autor desconhecido)




Surpresas agradáveis; doce enlevo a pairar...
Sensação de plenitude ao leve toque de mãos aquecidas...
Aquecidas pela chama de um longo admirar...
Olhos úmidos e embevecidos em contemplações comovidas.

O farfalhar das árvores que balançam em derredor...
O gotejar da chuva fria e fina,  caindo no parabrisas...
Uma canção comovente e dedicada ao Criador...
Um doce espírito testificando a veracidade das coisas...

Olhos voltados para o céu, contemplando a densa nebulosidade...
Questionando de onde surgira tanta cumplicidade...
A voz cristalina ainda ecoando sua musicalidade...
Os ouvidos captam e os olhos derramam toda a sua umidade...

Fim de tarde e neste contexto simplório e rotineiro,
Compartilhamos uma certeza mutuamente compreendida:
O amor de Deus é indecifrável, incondicional, inteiro...
Portanto, deveríamos sempre agradecer dádiva da vida!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FECHANDO CICLOS


(Imagem Google -www.Ilafox.com)


A Humanidade tem o hábito genérico de estabelecer que o findar de um ano no calendário simboliza o fim de um ciclo e o início de um outro. 

É bem verdade que esse fato, em si, pode implicar em mudanças de ciclos pessoais, mas a experiência mostra que não é bem assim que acontece: entra ano, sai ano e as vidas, os sonhos, os desconfortos arrastam-se sem que brilhe uma luz no fim do túnel.

Se analisarmos de maneira menos simplista e acomodada, perceberemos ciclos findando e iniciando sem dependerem da mudança em um calendário.

Poderemos, sim, aproveitar o findar de um ano, do qual apreendemos o que nos edificou e o que nos reteve e, à partir da troca de datas, trocarmos  as vestes que mutilaram o nosso conforto, o nosso sorriso, o nosso bem-estar geral.

Ao fazer isto, não deveremos esquecer das pessoas que nos são caras e que precisam ser consideradas nesta permuta de ciclos: elas devem ser observadas, consultadas e se necessário, informadas antecipadamente das mudanças que ocorrerão.

O mais importante para mudarmos os ciclos em nossas vidas, não são as outras pessoas, não são as mudanças no calendário, ou qualquer outro fator extrínseco. Para existirem mudanças, as motivações devem ser intrínsecas, os desejos vitais e o coração aberto e decidido a enfrentar os desafios e questionamentos que acompanham toda e qualquer mudança.

Os ciclos dependem da decisão pessoal de encerrar algo que nos mantenha aprisionado, infeliz ou inerte; assumindo o leme da própria embarcação, traçando metas, datando sonhos, estabelecendo as mudanças necessárias para que um novo ciclo se inicie, independente da virada de um calendário.  

Para encerrar e iniciar ciclos, deverá ocorrer uma mudança de coração, de mente e de atitudes. Esse é o único meio de alcançar o que se deseja, mesmo que o ano-calendário não tenha mudado.

Mas, como ele está mudando... Forte abraço e Feliz 2013!!!!