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| (Imagem do Google - Autoria Desconhecida) |
Todos já experimentamos aquela sensação
de forte descarga de adrenalina, que faz o rosto empalidecer, as mãos suarem
frio, o coração bater descompassado e frenético.
Tal sensação é bem característica
naquelas situações em que tropeçamos, perdemos o equilíbrio e percebemos a
queda iminente, com a nossa aproximação - na horizontal ou em genuflexão - do chão frio, duro e
contundente.
Experimentamos sensação similar
quando vemos um carro partindo em nossa direção, ao atravessarmos, descuidados, uma rua; ou quando somos vitimados
por um acidente de trânsito, do qual saímos feridos e ficamos imaginando como
poderíamos ter evitado o ocorrido se tivéssemos agido de forma diferente ou em
outro momento.
O mais interessante é que as
sensações experimentadas, em qualquer área de nossas vidas têm as mesmas
características, não importando se os fatos que as geraram são físicos,
emocionais, profissionais ou religiosos.
Há alguns dias, fiz uma descoberta
que já intuía, mas precisava confrontar fatos e depoimentos para chegar a uma
conclusão lúcida e racional, bem característica de minha personalidade.
Apesar dos fatos atestarem fortemente
que a verdade era uma, os depoimentos alegavam exatamente o oposto.
No entanto, os depoimentos estavam
repletos de emoção e da necessidade do depoente em testificar sua inocência.
Fato é que, apesar das provas
cabais comprovarem a teoria inicial da “culpa”, aquela tão conhecida descarga
de adrenalina embotou o raciocínio e a lógica, transformando a racionalidade em
instinto de preservação da fatídica queda ...
E EXATAMENTE como fazemos, após tropeçarmos: busquei agarrar-me em algo sólido, confiável e que me assegurasse,
senão esquivar-me da queda livre, pelo menos “um pousar” menos contundente.
Forte abraço e bom final de semana!



